sexta-feira, 6 de março de 2009

Links de livros do Stanis no Google Books

Não estão inteiros, mas ajudam a quem não puder comprá-los já.
Não há visualização do A Construção da Personagem. Pena.
Mas os outros dois estão lá.


http://books.google.com.br/books?ei=6H6xScfuOoOftwf7kLDEBw&ct=result&q=Konstantin+Sergueievitch+Alekseiev+Stanislavski&btnG=Pesquisar+livros

De volta.

Bom, na falta de paciência para descrever toda vez as mesmas coisas sobre nosso ofício e no intuito de informar meus alunitchos carentes e cada vez mais insistentes em ler mais de meus escritos, aí vai.

Revimos hoje a cena do Velhinho.
Peguei no pé do ator porque ele não pensou verdadeiramente no propósito de seu personagem e, depois de eu insistir, quando ele descobriu, um apegou-se a ele de tal forma que o resto da cena inteira ficou sem mudanças. Ou seja, tudo numa mesma energia. Isso é, como já disse, um problema sério, pois é necessário sempre estar aberto às transformações que surgem ao longo da cena. Cada transformação é uma nova justificativa e pressupõe, obviamente, uma mudança de propósito. Essa correlação é constante e é o que dá a mágica da cena. Ou melhor, a noção de "jogo" constante. Afinal, tudo está em constante mudança e a personagem não é excessão desse processo. Pelo contrário, é a prova cabal disso.

Muito boa composição de cena, porém a partitura de ações ainda está sem seus aspectos internos fundamentais bem resolvidos e isso tira um pouco o mérito da cena. A vontade de discutir ao invés de entender. De já saber ao contrário de aprender é o que mais mata. É de uma vaidade prejudicial, porém, confesso, até divertida pra mim. Me faz reafirmar e reformular meus pontos constantemente. Talvez eu deva gerar mais conflitos deste tipo.

De qualquer forma, a cena precisa ainda se adequar às novas mudanças que ela suscita com o mesmo rigor que trabalhamos praticamente as primeiras duas unidades de ação da cena. Tenho certeza de que há muitas mais ainda escondidas e,creio, o ator irá estudá-las com afinco para sua avaliação final.





Também houve a entrega de um trabalho atrasado. A cena do hipermercado.
Questões de visualização ainda pegam muito na cena (dificuldade, aliás, geral da parte da maioria dos alunos. Maioria, não, todos.) Por isso, é importante lembrar que a leitura dos livros do Stanis será ainda cobrada como parte da disciplina (peso 3 da nota final, creio eu) pois ela é fundamental para o entendimento dessas coisas a que me refiro constantemente e que nenhuma explicação minha será melhor que a experiência de esforçar-se para compreender a leitura. Por isso, LEIAM, porra!
Afora isso, interessante abordagem de um conflito cotidiano, porém, ainda, com pontos soltos importantes e, até, imperdoáveis. Onde? Razoável. Entendi, mas pouco detalhado quanto ao que havia à sua volta, às outras pessoas na fila, àquelas revistas, balinhas e distrações que ficam próximas aos caixas. De onde vinha, para onde ia, que horas eram... etc.(Quem não sabe onde está, não sabe como se comportar.)
Pra que? Não ficou claro. É importante que se seja rigoroso nisso, sob o risco de não se aprofundar na cena (como no caso do velhinho) e fazê-la à 60% apenas. (Quem não sabe o que quer, não sabe pra onde vai)
Por que? Mesma coisa. Motivos em geral não ajudam. É preciso justificá-los adequadamente para que haja inteireza de sua parte. (Quem não sabe por que faz, não tem motivação.)

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Boas Férias!!!!!

Bom, boas férias a todos e aguardem notícias. Termino o texto e vou mandando por e-mail.
Trabalhem durante as férias, por favor.
Beijos!

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Das falas...

Pois bem, pra resolver qualquer polêmica que surja sem que eu saiba:
Dividi as falas dos personagens de acordo com o que me pareceu interessante no momento e, claro, baseado em impressões que eu tenho a respeito desse ator ou daquela atriz. A idéia é fazer com que todos passem por diferentes personagens para que se exercitem de forma versátil e sejam apresentados ao público logo ao início da peça. É importante garantir um bom processo a todos.
Qualquer contrariedade, me mandem por e-mail, a gente conversa numa boa e, precisando, ajeita-se. Eu estou aqui para ajudar e montar uma boa peça de forma feliz, sem oba oba, mas feliz, ok?
Passei as cenas (cerca de 30 segundos) que havíamos trabalhado na semana passada, marquei um pouco adiante e, depois, demarcamos e dividimos as falas de acordo com as cenas.
Peguei os e-mails de todos os que lá estavam para que pudesse mandar o texto feito até aqui. Quem faltou, por favor, me passe pra que eu mande também.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Começamos a dividir os papéis e marcar os objetivos dos personagens

Começamos a dividir os papéis e marcar os objetivos dos personagens nas cenas.
Na real foi só isso. Sentamos e conversamos muito sobre as cenas.
Daqui pra frente é só produção.

domingo, 1 de junho de 2008

Só pra constar

Quem quizer ver, esse é o link do trailer do curta que eu fiz.

http://www.youtube.com/watch?v=3GqmTgFh6JM

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Ensaio

Bom, não serei tão atencioso, dessa vez, pois perdi boa parte do tempo escrevendo o texto. Mas, creio, temos uma boa sujestão de começo para a peça. Mandei-a por e-mail para o Douglas, por isso, cobrem dele, ou me peçam por e-mail (sonetopochete@gmail.com).

Fomos direto para as cenas, pedi a chegada ao Manicômio para dois grupos e, depois, começamos a ensaiar de fato, atentando para os elementos que já levantamos da peça e das personagens.
A chegada foi mais interessante na medida em que observávamos, na prática, detalhes e elementos que nos ajudavam a construir melhor a cena.
Trabalhamos a chegada do Casal, dos cegos e, no fim, a briga do 1o cego e do Ladrão.


Destacamos a importância do ritmo interno do ladrão que usa do diálogo para encontrar o 1o e bater-lhe o quanto puder. Para tal, fizemos o exercício do Rato, proposto pelo Tio Stanis. Assim como a pressa da mulher em conhecer o local, a solidão do médico, sua "quadradice" ao mandá-la voltar, a descoberta do "onde" pelos cegos, etc...

A partir daí, fiz um levantamento das cenas e escrevi no texto uma boa forma, creio, de começar e desenvolver toda a peça até o final do manicômio.

Abraços!